Na maior parte dos casos, sim. Colonial, fibrocimento, metálico e laje recebem energia solar. O que muda de um para o outro é a estrutura de fixação, o cuidado que a obra exige e, às vezes, o custo da instalação. O tipo de telhado quase nunca impede o projeto. Ele define como o projeto é feito.
Como a placa se prende ao telhado
O princípio é o mesmo nos quatro tipos. A placa nunca se apoia na telha. Ela é presa a um perfil de fixação, o trilho de alumínio que atravessa o telhado, e esse trilho se apoia em suportes ancorados na estrutura da cobertura.
O perfil tem dois encaixes. Um fica na lateral e recebe o suporte que vem do telhado. O outro fica em cima, e é onde os grampos seguram a placa. O que muda de um telhado para outro é a peça de baixo, a que morde a estrutura. O resto do sistema é igual em todos.
Telhado colonial: o mais comum nas casas do DF
A peça que sustenta o sistema é um gancho, e ele não se prende na telha. As telhas do ponto de apoio saem, o gancho é parafusado no caibro, que é a parte mais resistente do telhado, e as telhas voltam por cima. O peso fica na madeira, não na cerâmica.
A posição de cada gancho acompanha a queda do telhado, o caminho que a água já faz. É isso que evita infiltração. Gancho fora de posição abre caminho para goteira.
Telha cerâmica é peça frágil. Uma obra descuidada quebra telhas e cria ponto de infiltração que só aparece na primeira chuva. Por isso a condição do madeiramento e das telhas é avaliada na visita técnica, antes de qualquer proposta.
Fibrocimento: exige fixação correta
Comum em edículas, comércios e galpões menores, a telha de fibrocimento recebe uma fixação que atravessa a cobertura. Uma haste rosqueada passa pela parte mais alta da ondulação e vai até a estrutura por baixo, atravessando a peça de apoio por completo. Sobre a telha entra uma fita de borracha que veda o ponto de passagem.
O furo no alto da onda é proposital. A água corre pela parte baixa da telha, longe do ponto de fixação. É o mesmo princípio do parafuso com arruela de borracha que já segura a sua telha hoje.
Telhas antigas e ressecadas podem pedir substituição pontual antes da obra. É melhor descobrir isso no orçamento do que no meio da instalação.
Metálico: o mais direto de todos
A telha metálica, comum em galpões e construções recentes, costuma ser a mais simples de trabalhar. Os perfis são montados sobre a telha que já existe, sem remover nada e sem obra civil. A estrutura leve e contínua facilita arranjos grandes, como mostramos em vale a pena instalar energia solar em galpão?.
Na maior parte dos casos essa fixação fura a cobertura, e isso é normal. O parafuso entra na parte alta da onda do trapézio, com borracha de vedação sob o apoio, e a água segue correndo pela parte baixa. Existem perfis de telha em que o suporte prende na própria dobra, sem furar, mas não é o caso mais comum.
Telha metálica também não é uma coisa só. Trapezoidal, ondulada e zipada pedem soluções de fixação diferentes, e a escolha se define na visita técnica.
Laje: liberdade de orientação
Na laje os módulos ficam sobre estruturas inclinadas. Isso dá uma vantagem real: a inclinação e a orientação passam a ser escolhidas no projeto, em vez de herdadas do telhado.
Aqui a regra se inverte. Em geral não se fura a laje. As estruturas ficam apoiadas sobre blocos de cimento, que dão o peso necessário para segurar o conjunto. Furar a laje mexe com a impermeabilização, e impermeabilização perfurada costuma virar goteira mais adiante. Quando dá para evitar o furo, evita-se.
A estrutura ainda precisa ser dimensionada para o vento, e o ângulo dos módulos é definido no projeto.
Quando o telhado precisa de reforço
Reforço estrutural entra quando fica claro que a cobertura atual não vai aguentar a usina. Três situações levantam essa bandeira: telha metálica ou de fibrocimento vencendo vãos muito longos, telha em más condições, de qualquer material, e madeiramento comprometido no telhado cerâmico, caibros incluídos.
É pouco frequente. A maior parte dos telhados chega em condição de receber o sistema, e a visita técnica é o que separa um caso do outro. Telha comprometida se resolve antes, não depois.
O que a visita técnica confere em qualquer telhado
Estado da cobertura e da estrutura, área útil disponível, orientação, inclinação e sombreamento. Esses fatores definem o arranjo dos módulos e entram na simulação de geração.
Até o fabricante da estrutura condiciona a garantia dele a uma análise prévia do local de fixação. Nenhum telhado é aprovado no automático. A estrutura de fixação também deve vir discriminada na proposta, como listamos em como avaliar uma proposta de energia solar.
Perguntas rápidas
Telhado velho aguenta o sistema?
Depende do estado da estrutura, não da idade em si. Há telhados antigos em ótima condição e telhados novos mal executados. A avaliação é caso a caso, e reforçar antes custa menos que corrigir depois.
A instalação fura o telhado?
Depende do tipo, e na maioria dos casos sim. Em fibrocimento e em telha metálica o parafuso atravessa a cobertura, sempre na parte alta da onda e com vedação própria. No telhado cerâmico o gancho é parafusado no caibro e a telha volta por cima, sem furo na peça. Na laje, em geral não se fura. O que protege o seu telhado é o método e o material corretos, não a promessa de não furar.
Telhado voltado para o sul inviabiliza?
Não necessariamente. A face norte rende mais no Brasil, e as outras orientações funcionam com ajuste no dimensionamento. Explicamos essa diferença em detalhe em quantas placas solares a minha casa precisa?.
Como a E2 pode ajudar?
A E2 Soluções já instalou energia solar em telhados colonial, fibrocimento, metálico e laje no Distrito Federal. O trabalho é o mesmo em todos: visita técnica, simulação de geração, projeto com ART e engenheiro responsável registrado no CREA-DF, equipamento, estrutura de fixação adequada ao material da sua cobertura, mão de obra, homologação na distribuidora e acompanhamento depois da obra.
Quer saber como fica no seu telhado? A visita técnica e o orçamento são gratuitos.
Fontes: manual de montagem do fabricante das estruturas de fixação utilizadas pela E2, prática de obra da própria equipe, ANEEL — Micro e Minigeração Distribuída e ABSOLAR. Cada telhado exige avaliação no local. Regras vigentes em setembro de 2026.
Foto de capa: Asurnipal, via Wikimedia Commons, sob licença CC BY-SA 4.0. Imagem editada (recorte e aplicação da marca).
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