Qual inversor escolher para o seu sistema de energia solar?

Inversor solar string instalado na parede externa de uma casa, com a string box ao lado e os cabos de conexão saindo por baixo

Não existe inversor melhor que os outros, existe o que combina com o seu telhado e com o espaço que você tem para instalar. A escolha sai de poucas perguntas: como é o telhado, onde o equipamento vai ficar, e se vai ter bateria agora ou depois. Responder isso antes do projeto evita perder geração depois, com o sistema já instalado.

O inversor é o equipamento que transforma a energia que vem das placas na energia que o seu imóvel usa. É ele que define quanto do que o telhado capta chega até a tomada.

As duas famílias, e o que muda entre elas

No inversor string, um único equipamento recebe várias placas ligadas em série. É o arranjo mais comum, e concentra tudo em um aparelho só, instalado numa parede.

No microinversor, equipamentos pequenos ficam junto das placas, presos à própria estrutura do telhado, e cada um atende poucos módulos. Os modelos que a E2 usa trabalham com um rastreador de máxima potência por placa, o que o mercado chama de MPPT. Assim cada placa trabalha no seu próprio ritmo, sem depender do desempenho da vizinha.

Essa independência aparece na conta no fim do mês. Nos nossos projetos, o sistema com inversor string costuma gerar cerca de 5% a menos que o mesmo sistema com microinversor, e essa diferença se repete na maior parte das instalações. O dimensionamento já considera isso quando compara as duas soluções, então ela deveria estar embutida nos números que você recebe.

O telhado decide mais que o catálogo

Telhado de uma água, sem sombra e com boa orientação aceita bem o inversor string. As placas trabalham em condições parecidas, então ligá-las em série custa pouco em geração.

Telhado recortado é outra história. Quando as placas ficam em águas de direções diferentes, com inclinações diferentes, ou quando parte delas pega sombra em algum horário do dia, a ligação em série faz o conjunto acompanhar a placa de pior desempenho. Nesse cenário, um MPPT por placa tende a perder bem menos. É o mesmo raciocínio que explicamos em sombra no telhado atrapalha a energia solar?.

Por isso o levantamento do telhado vem antes da escolha do equipamento. Na E2, esse levantamento é feito na visita técnica e alimenta a simulação no PV*SOL, que mostra como cada área do telhado se comporta ao longo do ano.

Onde o inversor vai ficar

Essa é a pergunta que mais muda projeto na visita técnica, e quase nunca aparece antes dela.

O inversor string é uma caixa que precisa de parede. Abrigada do sol e da chuva, ventilada, com espaço livre em volta, com acesso para manutenção e, de preferência, perto do quadro de energia. Em casa com garagem coberta, área de serviço ou casa de máquinas, isso costuma estar resolvido antes de alguém perguntar. Em imóvel sem parede boa, ou onde a única parede disponível pega sol o dia inteiro, o lugar do equipamento vira uma restrição de projeto como qualquer outra.

O microinversor não pede parede. Ele fica no telhado, preso à mesma estrutura das placas, embaixo delas, e some da área útil do imóvel. Para quem não tem onde colocar a caixa, isso por si só já resolve. Em compensação, o equipamento passa a morar no telhado, e qualquer intervenção futura é feita lá em cima.

Vale olhar o lugar antes de fechar proposta. É um dos pontos que a visita técnica levanta, junto com o telhado e o quadro de energia.

O que a E2 instala

A E2 trabalha com a linha solar da WEG, e trabalhar com uma linha conhecida tem uma vantagem que só aparece depois da instalação: quem atende a garantia, quem tem peça de reposição e quem responde pelo equipamento é sempre o mesmo fabricante.

  • Microinversores SIW100G, nas versões para dois e para até quatro módulos. É o caminho de telhado recortado, com várias águas ou com sombra em parte do dia.
  • Inversor string SIW200G, para telhado uniforme e imóvel com parede disponível para o equipamento.
  • Inversores híbridos SIW200H e SIW400H, com as baterias da linha SBW, quando o sistema tem armazenamento.

Qual dos três entra no seu caso sai do dimensionamento, depois da visita técnica. Não é escolha de catálogo nem preferência de quem instala.

Vai ter bateria, agora ou depois?

Essa pergunta muda a escolha mais do que qualquer outra, e é a que mais aparece fora de hora. Inversor comum, em regra, não aceita bateria. Para armazenar energia é preciso um inversor híbrido, que gerencia placas, bateria e rede ao mesmo tempo.

Se a bateria entra junto com o sistema, o caminho é o inversor híbrido desde o começo, com tudo integrado. Se você já tem energia solar e quer acrescentar bateria depois, o mais comum é que o inversor existente não comporte: nesse caso entra um segundo equipamento, híbrido, dedicado às baterias, ao lado do sistema que já está no telhado. Os dois convivem na mesma unidade consumidora.

Na linha híbrida da WEG, a garantia é de sete anos para o inversor e cinco anos para a bateria, e a saída de reserva assume as cargas em menos de 20 milissegundos quando a rede cai. Os caminhos possíveis estão na página de sistemas com bateria.

Se a bateria é plano para depois, diga isso na visita técnica. Projeto que já nasce sabendo disso é mais simples que projeto refeito.

Garantia, eficiência e o modelo exato

Quatro conferências que valem antes de assinar qualquer proposta:

  • O termo de garantia por escrito, com o prazo do inversor e, se houver armazenamento, o prazo da bateria. Nos equipamentos que a E2 instala são quinze anos no microinversor, doze no inversor string, sete no híbrido e cinco na bateria. O prazo muda de linha para linha e de modelo para modelo, então peça o termo: número solto em apresentação não resolve.
  • A eficiência do modelo. Os equipamentos de linha atual ficam todos numa faixa estreita: o inversor string que a E2 usa converte até 97,4% da energia que recebe, e o microinversor, até 95,6%. Repare no que isso quer dizer. O string é o mais eficiente dos dois e, ainda assim, gera menos ao longo do ano, pelos 5% que vêm do arranjo. É por isso que a eficiência da folha de dados raramente é o que decide a compra.
  • O que você vai conseguir acompanhar. Com microinversor dá para ver a geração placa a placa; com inversor string, a do sistema inteiro. Quem faz questão de enxergar o detalhe deve perguntar isso antes, porque depende do equipamento escolhido.
  • O modelo nomeado na proposta e repetido na nota fiscal. Variantes de nome parecido podem ser aparelhos diferentes, com proteções, dimensões e prazos diferentes.

Proposta que não nomeia o modelo do inversor está deixando essa conferência para depois da assinatura. É um dos pontos da lista que montamos em como avaliar uma proposta de energia solar.

Perguntas rápidas

Microinversor é sempre melhor?

Gera mais na maior parte dos casos, cerca de 5% acima do inversor string, e é o que resolve telhado recortado ou com sombra. Mas o investimento costuma ser maior, e em telhado limpo, de uma água e sem sombra, o string entrega bem e concentra a manutenção em um ponto só.

Dá para acrescentar bateria depois?

Dá, e é um pedido frequente. Na maior parte dos casos entra um inversor híbrido separado, dedicado à bateria, ao lado do sistema que já existe. O que está instalado continua funcionando como está.

O inversor precisa de manutenção?

Ele não pede rotina de limpeza como as placas, mas pede acompanhamento. É o equipamento que registra a geração, e queda de desempenho costuma aparecer primeiro nos dados dele.

E se eu quiser ampliar o sistema depois?

Cada solução cresce de um jeito. Com microinversor, acrescentar placas costuma ser mais direto, porque cada grupo tem o seu próprio equipamento. Com inversor string, a ampliação depende da folga que o aparelho instalado ainda tem. Se ampliar está no seu horizonte, diga isso na visita técnica, porque entra no dimensionamento agora, como mostramos em quantas placas solares a minha casa precisa?.

Como a E2 pode ajudar?

A E2 Soluções define o inversor dentro do projeto de energia solar, depois de medir o telhado, o consumo e o lugar onde o equipamento vai ficar. O trabalho vai da visita técnica e da simulação ao projeto, ART, equipamento, estrutura, mão de obra, homologação na distribuidora e acompanhamento pós-venda, com responsabilidade técnica de engenheiros do CREA-DF.

Quer saber qual inversor combina com o seu telhado? A visita técnica é gratuita, e é dela que sai a resposta com dado, não com palpite.

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Fontes: folhas de dados da WEG, para a eficiência e as características das linhas citadas; termo de garantia WEG de 11/06/2025, para os prazos, nas condições de integrador autorizado; registro da E2 dos próprios projetos, para a diferença de geração entre inversor string e microinversor.

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