Quanto custa instalar um wallbox em condomínio?

Estação de recarga WEMOB WALL da WEG instalada em parede, com o cabo ligado a um carro elétrico

Quanto custa instalar um wallbox em condomínio não tem resposta de tabela, e a primeira coisa que muda o preço não é o equipamento: é qual das três soluções o prédio escolhe. Cada uma atende um tipo de condomínio, e as três têm contas bem diferentes.

Abaixo estão as três, sem jargão, com o critério de escolha e o que faz o preço variar.

Antes das três, uma medição

Nenhuma das soluções se escolhe no olho. O que separa uma da outra é quanta energia já está comprometida no prédio e quanta sobra, e isso se mede com uma análise de carga: equipamento instalado na entrada por alguns dias, registrando o consumo real hora a hora.

É ele que diz quantos pontos cabem hoje, quantos cabem com gerenciamento e se há folga nas prumadas para alimentar vagas a partir das unidades. Sem ele, orçamento é estimativa. O serviço está descrito em análise energética, e o que ele mede está explicado em quantos carregadores o prédio aguenta.

Três soluções, três contas

A dúvida que trava a maioria das assembleias não é quanto custa um carregador. É de onde a energia vai sair. Existem três respostas, e elas definem o investimento, quem paga e até onde dá para crescer.

1. Alimentação coletiva, com medição nova

O prédio cria uma estrutura só para a recarga. A energia é derivada da entrada do edifício, passa por uma medição nova e própria e chega a um quadro geral, de onde sai o ramal de cada vaga. Cada unidade liga a sua estação quando decidir, com o seu disjuntor identificado.

É a solução que escala. Como tudo passa por um ponto só, dá para usar gerenciamento de carga: o sistema distribui a energia disponível entre as vagas ocupadas e evita que o prédio precise aumentar a entrada porque cinco carros chegaram na mesma noite.

O investimento inicial é o maior das três, porque inclui a derivação, a medição e a infraestrutura até os pisos. Em compensação é feito uma vez e serve ao prédio inteiro, inclusive para quem comprar um carro elétrico daqui a cinco anos.

2. A partir do medidor de cada unidade

Aqui a energia nasce depois do relógio do apartamento. O prédio prepara o percurso até as vagas, e cada morador que quiser carregar puxa da própria medição. O consumo cai direto na conta de luz dele, sem rateio e sem controle interno.

É a mais simples de operar: não exige medição nova, nem quadro geral, nem sistema de gerenciamento, nem cartão de acesso. E, como cada ponto pertence a uma unidade, a norma da distribuidora permite um cálculo de carga mais favorável do que no ponto de uso comum, o que costuma aliviar o projeto.

A condição é dura e decide o caso: é preciso haver capacidade tanto na entrada da unidade quanto na prumada que a alimenta, e espaço na sala de medição para o percurso. Quando as duas coisas existem, costuma ser a solução mais barata por morador.

3. Estações em vagas rotativas do condomínio

O condomínio instala uma ou duas estações em área comum, e quem precisa carregar usa por rodízio, como se usa o salão de festas. A energia é do condomínio.

É a de menor investimento inicial e a mais rápida de aprovar, porque não mexe na instalação de ninguém. Funciona bem até cerca de cinco carros no prédio. Acima disso deixa de ser boa opção: começa a fila, e a fila costuma ser o motivo de uma segunda assembleia um ano depois.

Como saber qual serve para o seu prédio

Quatro perguntas separam os três casos, e todas se respondem com a visita e a análise de carga.

  • Quantos querem hoje, e quantos vão querer. Até cerca de cinco carros, as vagas rotativas dão conta. Acima disso elas deixam de ser boa opção, e a conversa passa a ser de alimentação coletiva.
  • Qual é a capacidade de cada unidade e de cada prumada. Não basta a entrada do apartamento ter folga: a prumada que sobe até ele também precisa ter. É isso que viabiliza ou elimina a solução 2, e só se sabe medindo.
  • Quanta folga existe na entrada do prédio. É o que diz quantos pontos cabem antes de precisar mexer na entrada.
  • Quem vai pagar a energia. Nas soluções de uso comum, a rotativa e a coletiva, o condomínio precisa controlar o consumo de cada morador que usar e cobrar por isso. Só na solução por unidade a energia já cai na conta de quem carregou, sem controle interno nenhum.

A decisão sobre quem paga costuma mexer mais com a assembleia do que o preço da obra. E aprovar a obra é outra decisão, que tem regra própria: isso está em pode instalar carregador de carro elétrico em condomínio. O passo a passo, do pedido à entrega, está em como instalar carregador de carro elétrico em prédio.

O que faz o preço variar dentro de qualquer uma das três

  • A distância entre o ponto de origem e a vaga. É o item que mais mexe no preço. Uma vaga perto do quadro e outra no fundo do terceiro subsolo são obras diferentes, com o mesmo carregador na ponta.
  • A bitola do cabo, que sobe com a distância e encarece o metro e a instalação.
  • Quantos pontos entram de uma vez. A infraestrutura comum é a parte cara, e ela se dilui. Dois pontos juntos custam bem menos que dois pontos em obras separadas.
  • A estação escolhida, que é o equipamento de parede a que o mercado chama de wallbox. Na linha WEG que a E2 instala, a WEMOB WALL é monofásica, trabalha de 6 a 32 A e entrega cerca de 7 kW a 220 V, com proteção interna e grau IP65.

O que entra no orçamento, e o que vem depois

Um orçamento completo traz projeto elétrico com ART assinada por engenheiro registrado no CREA, quadro de proteção, cabo e infraestrutura até a vaga, instalação com o sistema testado e entregue, e a homologação junto à distribuidora quando o arranjo exigir. Orçamento que traz só equipamento e mão de obra tende a crescer depois.

Depois da obra entram custos que não são de obra, e dependem da solução escolhida. Nos arranjos de uso comum, as estações precisam de internet, que é responsabilidade do condomínio e tem de chegar ao subsolo, e de uma licença de software por estação, que é o que permite acompanhar o uso e cobrar de quem usou. Na solução por unidade, nenhum dos dois existe.

Perguntas rápidas

Dá para carregar na tomada da garagem?

Não. E, além do problema técnico, a regra está mudando: a proposta de norma técnica do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal para estacionamentos com recarga, hoje em tramitação, proíbe em estacionamento coberto a recarga feita por tomada, admitindo apenas a estação de recarga, e também não permite cabo de extensão.

O motivo técnico já bastava: recarga é carga de muitas horas seguidas, e circuito de tomada comum não foi dimensionado para isso.

Dá para começar com uma solução e mudar depois?

Dá, e o mais comum é começar pelas vagas rotativas e migrar para a alimentação coletiva quando a adesão cresce. O que evita retrabalho é já deixar previsto o percurso da infraestrutura na primeira obra, mesmo que ela sirva a poucos pontos.

Instalar para um morador só sai caro?

Proporcionalmente, sim, porque a infraestrutura comum é a mesma de um ponto ou de vários. Quando há mais de um interessado, costuma valer a pena fazer junto, ou ao menos deixar o caminho pronto para os próximos.

Como a E2 pode ajudar?

A E2 Soluções é uma empresa de engenharia elétrica em Brasília e atende o condomínio do começo ao fim: visita técnica, análise de carga, projeto, ART com engenheiro responsável registrado no CREA, equipamento, estrutura, mão de obra, homologação junto à distribuidora quando for o caso e acompanhamento pós-venda. Veja o que entregamos em estações de recarga para condomínios.

O ponto de partida muda conforme quem está perguntando:

  • Morador que quer o ponto na própria vaga: a medição diz se a sua unidade e a sua prumada comportam a solução 2, que é a que dispensa controle de consumo e costuma sair mais barata por morador.
  • Síndico que recebeu o pedido: vale comparar as três de uma vez, com número, em vez de aprovar a primeira e descobrir o limite depois.
  • Administradora: um projeto padrão para a garagem serve aos pedidos seguintes sem reabrir assembleia a cada adesão.

A visita técnica, o orçamento e o estudo de viabilidade são gratuitos. A análise de carga é um serviço pago, com documento próprio, e é ela que diz qual das três soluções o seu prédio comporta.

Fontes: catálogo WEG da linha WEMOB, revisão 11, para as características da estação WALL, a faixa de corrente, o grau de proteção e a nota de potência máxima a 220 V no padrão brasileiro; norma de fornecimento da distribuidora local, para as regras de ponto individualizado por unidade e de ponto de uso comum; proposta de norma técnica do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal sobre segurança contra incêndio em estacionamentos com sistema de alimentação para veículos elétricos, em tramitação, para a restrição de recarga por tomada em estacionamento coberto; e o método de levantamento da própria equipe. Especificação de fabricante e norma em tramitação podem mudar: cada prédio exige levantamento no local.

Quer saber qual das três soluções serve ao seu prédio?
Agende uma visita técnica gratuita.

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