O número de placas sai de três informações: quanto você consome por mês, quanta energia cada placa consegue gerar no seu telhado e quanto espaço existe para instalar. Não existe um número padrão por tamanho de casa. Duas casas iguais com consumos diferentes precisam de sistemas diferentes.
A conta não é complicada. Este texto mostra o caminho que ela percorre, para você entender de onde vem o número que aparece na proposta.
Tudo começa na sua conta de luz
O dado de partida é o seu consumo médio mensal em kWh, que está no histórico da fatura. O sistema é dimensionado para gerar, ao longo do ano, uma quantidade de energia compatível com esse consumo, descontado o mínimo que a distribuidora cobra de qualquer forma.
Também entra na conta o que vem pela frente: um carro elétrico, uma piscina aquecida, um ar-condicionado novo. Consumo futuro previsto muda o tamanho certo do sistema.
Da conta para o tamanho do sistema
O tamanho de um sistema é medido em kWp, que é a potência total dos módulos somados. Para saber quantos kWp atendem o seu consumo, a simulação considera a irradiação do local, a posição e a inclinação do telhado, o sombreamento e as perdas normais do sistema, como temperatura e cabeamento.
Antes da simulação vem a visita técnica. É nela que o telhado deixa de ser estimativa: medimos as águas, conferimos a estrutura e o padrão de entrada e registramos o entorno: o que faz sombra, de que lado e em que hora do dia.
Quando o acesso permite, a visita inclui um levantamento aéreo com drone. As fotos são processadas em um modelo tridimensional do telhado e do que está à volta dele, e é esse modelo que entra na simulação: o cálculo passa a rodar sobre a superfície real, cada água com a sua orientação e a sua inclinação, com as sombras projetadas ao longo do ano.
Na E2, essa simulação é feita no PV*SOL, com as medidas reais levantadas na visita técnica. Não é uma média aplicada por telefone. É a conta daquele telhado.
Do tamanho do sistema para o número de placas
Definidos os kWp, o número de placas é uma divisão: a potência do sistema dividida pela potência de cada módulo. Módulos mais potentes resultam em menos placas para a mesma geração, o que ajuda quando o espaço é curto.
Nos projetos que a E2 tem executado, o módulo mais usado é de cerca de 625 Wp, com variações para cima e para baixo conforme o fornecedor e o lote. Cada placa dessas ocupa em torno de 2,7 m², o que dá aproximadamente 4,3 m² de módulo para cada kWp instalado.
Vale a distinção, porque ela costuma enganar: esses 4,3 m² são de módulo, não de telhado. A cobertura ainda precisa de espaço para circulação e manutenção, de afastamento das bordas e do desvio de chaminé, caixa d’água e antena. Some ainda as águas que não compensam ocupar. A área usada de fato é sempre maior que a soma das placas.
Por que mais placas nem sempre é melhor
Um sistema maior que o seu consumo gera crédito que você talvez não use. Os créditos valem por 60 meses a partir do faturamento, e sobre a energia compensada incide uma parcela pelo uso da rede, válida para sistemas protocolados a partir de 2023. Conta a data do pedido de acesso na distribuidora, não a data em que o sistema foi ligado. É uma cobrança pequena diante do que o sistema abate, mas ela existe. Ocupar o telhado inteiro sem necessidade tende a alongar o retorno em vez de encurtar. Essa relação está explicada em em quanto tempo a energia solar se paga e em como funcionam os créditos de energia.
O que o telhado muda no resultado
Dois telhados com a mesma área não geram igual. Orientação, inclinação e sombra mudam o aproveitamento de cada módulo.
O Brasil está no hemisfério sul, e daqui o sol cruza o céu deslocado para o lado norte durante quase todo o ano. Uma superfície voltada para o norte recebe a luz mais de frente, do começo ao fim do dia e em todas as estações. É a orientação que mais rende. Leste e oeste rendem menos e continuam viáveis, cada um concentrando a geração em um período do dia. O sul é o que mais perde, e quanto mais plano for o telhado, menor fica essa diferença, porque uma superfície quase deitada não aponta para lado nenhum em particular.
A inclinação segue a mesma lógica: o ângulo que mais rende ao longo do ano é próximo da latitude do lugar, porque é o que deixa o módulo mais de frente para o sol na média das estações. Um telhado pouco inclinado aproveita bem o verão, quando o sol passa alto, e perde no inverno, quando ele cruza o céu mais baixo — que em Brasília é justamente a estação seca, de céu limpo, quando havia mais a ganhar. Um telhado mais inclinado abre mão de parte do pico do verão e devolve isso no inverno.
A inclinação também tem um efeito prático: em cobertura muito plana a poeira assenta com mais facilidade e a chuva escorre sem lavar direito, e a limpeza passa a fazer mais falta. Quando a cobertura é plana, a estrutura de fixação pode dar aos módulos um ângulo mínimo.
Sombra em parte do dia pode pedir outro arranjo ou outro equipamento. É por isso que o número final só fecha depois da visita técnica.
Perguntas rápidas
Posso começar menor e ampliar depois?
Pode, e o projeto pode nascer preparado para isso, com espaço no telhado e folga no inversor ou previsão de um segundo. Ampliar um sistema que não foi pensado para crescer costuma custar mais.
Placa mais potente é sempre melhor?
Não necessariamente. A escolha equilibra potência, dimensão física, preço e disponibilidade. Em telhado com espaço de sobra, a diferença tende a pesar menos do que em telhado apertado.
Uma proposta pode fechar o número sem visita?
Pode estimar. Fechar, não. Sem medir telhado e sombra, o número carrega margem de erro. Proposta séria deixa isso claro, como mostramos em como avaliar uma proposta de energia solar.
Como a E2 pode ajudar?
A E2 Soluções já entregou mais de 40 sistemas de energia solar no Distrito Federal. Cada um foi dimensionado a partir do consumo real do cliente e da simulação do telhado, com projeto e responsabilidade técnica de engenheiros registrados no CREA-DF.
Quer saber o número do seu caso? A visita técnica e o orçamento são gratuitos, e a proposta chega com as premissas abertas para você conferir.
Fontes: ANEEL — Micro e Minigeração Distribuída e CRESESB/CEPEL, dados de irradiação solar. Regras vigentes em setembro de 2026. O dimensionamento depende do consumo, do telhado e do enquadramento da unidade consumidora.
Foto de capa: Ralf Roletschek, via Wikimedia Commons, sob licença CC BY 3.0. Imagem editada (recorte e aplicação da marca).
Quantas placas o seu imóvel precisa?
Descubra com uma visita técnica gratuita.





